Em coletiva de impressa, Secretária da fazenda de Valinhos mostra situação preocupante

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Na última terça-feira, 07/02, o Portal Valinhense foi convidado para participar de uma coletiva de impressa, onde o Prefeito Orestes juto à sua comissão apresentou um panorama preocupante da situação econômica da Cidade. Foram apresentados slides que mostravam o Raio-x que a nova administração fez.  Uma das imagens, mostrava que dos R$ 361.344.000 do orçamento da Prefeitura para este ano, R$ 179.000.000 estão previstos como déficit, somando-se os restos a pagar e as despesas correntes não previstas para o período de 2017.

Slide que mostra a situação do orçamento para 2017.

A secretária da fazenda, Maria Luisa Denadai, afirmou que sua equipe encontrou R$ 11.408.176,62 em empenhos de 2016 sem lastro financeiro. Lastro é a reserva do dinheiro a ser utilizado para o pagamento das dívidas. No período entre 2013 e 2016, a Secretaria da Fazenda contabilizou R$ 18.046.899,15 em empenhos não processados de todas as fontes.

Déficit total para 2017

O déficit de 2016, com despesas não pagas, como limpeza pública, recolhimento de valores patronais do Valiprev e o atrasado dos servidores aposentados e pensionistas que recebem complementação, além dos empenhos sem lastro financeiro, que chegam a R$ 87.300.048,74.

Em resposta a alguns dos questionamento a Secretária da fazenda afirma: “Estamos trabalhando para que a Prefeitura fique em dia daqui para a frente e administrar essa dívida, seja com renegociação ou propor formas alternativas de pagamento, sem que ocorram interrupções dos serviços prestados pela Prefeitura”,

Todas as Secretarias estão reavaliando contratos para renegociação ou propostas de formas de pagamento. Paralelamente, a Dívida Ativa está aumentando a eficácia na cobrança de impostos e taxas atrasados.

O Prefeito Orestes afirmou que uma comissão composta por secretários e o presidente do Departamento de Águas e Esgotos de Valinhos foi criada para avaliar a estudar alternativas que vislumbrem uma saída para a questão, que segundo a secretária Maria Luisa Denadai, “é praticamente impossível absorver todo esse déficit em 2017.”. E ainda disse que despesas com imóveis alugados também estão sendo reavaliados. Alguns prédios serão devolvidos e secretarias e departamentos reorganizados, com priorização na utilização de espaços próprios.