Fábrica da P&G de LOUVEIRA inaugura o maior Centro de Inovação da América Latina

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FOTO: Divulgação

Louveira ganha a partir de hoje, terça-feira (7), um dos maiores laboratórios de desenvolvimento de produtos da P&G na América Latina, empresa que já possui fábrica no município desde 1996. A P&G decidiu fechar esse tipo de operação em Caracas, Capital da Venezuela. A dificuldade de operar um laboratório de pesquisa no País comandado por Nicolás Maduro, embora ainda mantenha produção local, motivou a decisão. O Brasil é hoje o terceiro maior mercado da P&G, que agora, fará pesquisas em parceria com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O novo Centro de Inovação de LOUVEIRA, é o maior da América Latina, e foi oficialmente inaugurado nesta manhã de 7 de maio de 2019, com a presença de autoridades locais, como o prefeito Junior Finamore, (PTB), além de autoridades estaduais, e do Governador João Dória (PSDB). Também prestigiaram o evento, a líder de desenvolvimento internacional  da P&G, Kathy Fish, a presidente da P&G Brasil, Juliana Azevedo, e o presidente da P&G na América Latina, Ruan Fernando. O governador elogiou a estrutura da indústria em LOUVEIRA e deu as boas vindas ao investimento. “Além de gerar empregos e renda, a P&G traz tecnologia ao nosso Estado. São Paulo hoje é totalmente tecnologia, modernidade, é um Estado Digital. Espero que dentro de alguns meses, venha novamente aqui para inaugurar a expansão desta unidade”, brincou João Doria. O prefeito de LOUVEIRA, Junior Finamore, agradeceu a confiança da empresa em investir mais no município. “Além de ser uma empresa com produtos de qualidade, a Procter&Gamble contribui com LOUVEIRA com mais geração de empregos e com o aumento da arrecadação para nossa cidade. A cidade está a disposição desta fábrica no que precisar. Agradecemos, mais uma vez, a parceria”, disse o prefeito.

Já em testes de funcionamento, os cientistas do novo laboratório, nos últimos seis meses, desenvolveram um novo protetor diário feminino da marca Always e uma nova versão da fralda Pampers na planta de LOUVEIRA. O próximo alvo é a Gillette.

“A intenção é acelerar os lançamentos”, diz Juliana Azevedo, presidente da P&G no Brasil. A multinacional demorava até dois anos para lançar produtos. O prazo agora é de até nove meses. O investimento no novo Centro de Inovação de LOUVEIRA, que pode criar um produto do zero ou tropicalizar um do portfólio mundial, é de R$ 200 milhões.

Engenheira industrial e advogada, Juliana começou a trabalhar na área de marketing da P&G há 22 anos. Passou os últimos três trabalhando na matriz, nos Estados Unidos, onde comandou a divisão global de produtos femininos. Antes disso, respondia pela mesma área no mercado latino-americano.

Durante anos, manteve uma rotina dura. Às segundas-feiras, levantava às 3h da manhã em São Paulo, onde morava com o marido e o filho, fazia sua ginástica e voava para a Cidade do Panamá, onde a P&G mantém os escritórios para a América Latina. Viajou por toda a região. “Consegui fazer isso porque minha mãe me ajudou, levava e buscava meu filho na escola. Agora ficou mais fácil”, diz Juliana.

No trabalho, o desafio que tem pela frente não parece nada fácil. Juliana quer dobrar a participação de mercado dos produtos da P&G no Brasil, agora em torno de 16%. Em outros mercados em desenvolvimento, como o do México, a fabricante das marcas Pantene, Ariel e Head&Shoulders detém fatia de 30% nas categorias em que atua. Juliana diz que não é possível prever quantos anos serão necessários para atingir essa meta, mas tem certeza que é possível.

No Brasil, a P&G é a empresa que mais vende fraldas. Tem 30% do mercado, segundo a consultoria Euromonitor. Do segmento de beleza e cuidados pessoais, tem 5%. Em produtos para a casa, como sabão em pó e amaciante para roupa, por exemplo, a fatia tímida, em torno de 3%.

Para deslanchar sua estratégia, Juliana decidiu acompanhar toda a operação de perto. As quatro fábricas e o centro de distribuição da P&G no Brasil respondiam apenas ao Panamá, sede da P&G na América Latina.

Desde janeiro, além dos 17 executivos que se reportam diretamente a Juliana, mais 30 gestores de fábricas e centros de distribuição são convocados para reuniões a cada dois meses. As metas de produção e vendas são checadas mensalmente. “Esta foi uma das mudanças essenciais neste mercado cada vez mais competitivo”, diz ela, primeira mulher a comandar a P&G no país, em 30 anos.

Para 2019, outro desafio será incorporar a operação da divisão de saúde humana comprada da alemã Merck, aprovado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em junho. “A P&G atua em medicamentos sem prescrição, como Vick e Metamucil. Portanto, será uma nova experiência vender medicamentos que precisam de receita”, diz Juliana.

FONTE: www.fn10.com.br