Secretário e diretores da Saúde prestam contas e respondem a questionamentos na Câmara

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Iniciativa da presidente Dalva Berto (MDB) leva gestores para o Legislativo e abre espaço para participação popular

O secretário da Saúde Nilton Tordin e diretores da pasta compareceram à Câmara na noite desta quarta-feira (20) para prestar contas das atividades realizadas e responder a questionamentos de vereadores e munícipes. A reunião no plenário é uma iniciativa da presidente do Legislativo, vereadora Dalva Berto (MDB), e tem o objetivo de lavar conhecimento à população, abrindo espaço para dúvidas, sugestões e criticas. Essa foi a segunda prestação de contas do Executivo no plenário. No último dia 7, as secretárias da Fazenda, Maria Luisa Denadai, e do Planejamento e Meio Ambiente, Maria Silvia Previtale, falaram sobre o IPTU e também foram questionadas pela população e vereadores. A data das próximas reuniões com secretários serão confirmadas de acordo com as necessidades do município.

Durante a explanação, que durou quase 4 horas, a equipe da Secretaria da Saúde falou sobre o agendamento de consultas nas UBSs, o atendimento médico na UPA 24 Horas, a disponibilidade de medicamentos na rede, as reformas nos prédios públicos e a realização de campanhas de conscientização. Veja abaixo as principais perguntas e respostas da reunião:

Quais campanhas estão previstas para 2019 para prevenir doenças como Dengue, Febre Amarela e Leishmaniose?

CARINA MISAGLIA (chefe de gabinete do secretário): As campanhas sempre acontecem. A equipe da Dengue, por exemplo, atua todos os dias. A gente tem sempre campanha de vacinação de crianças, idosos, contra a Raiva Animal. São campanhas tradicionais. Para nós, é rotina.

Está faltando remédio na rede?

JORGE LUIZ DE LUCCA (diretor técnico administrativo): Não está faltando. A cesta básica, composta por 236 medicamentos, não está em falta. O que falta são remédios de Alto Custo, que são fornecidos pelo Governo do Estado.

Exames mais complexos são feitos em clínicas particulares? Houve licitação para a contratação?

 JORGE LUIZ DE LUCCA (diretor técnico administrativo): Sim. Nós renovamos grande parte dos contratos com as clínicas. Nessa licitação nós aumentamos o rol e a quantidade de exames. Ao todo, são oferecidas 14 especialidades. Existe tempo de espera para a realização dos exames, mas estamos trabalhando para reduzir o prazo. Os exames básicos como urina, sangue e fezes são feitos pelo município.

Quais exames são feitos na UPA?

JORGE LUIZ DE LUCCA (diretor técnico administrativo): Os mais simples: urina, sangue, Raio-X, eletrocardiograma. Os exames de urina e fezes são remetidos para o laboratório contratado.

Existe possibilidade de fazer no município exames que hoje são feitos fora?

HELENA HONDA TANAKA (diretora do Depto. de Assistência Social): Os exames de alta complexidade são todos licitados. A empresa que ganha passa a ser a prestadora de serviço.

Qual exame tem maior tempo de espera para a realização?

JORGE LUIZ DE LUCCA (diretor técnico administrativo): A maior reclamação é com relação aos exames oftalmológicos. Não conseguimos reduzir a fila por causa do aumento de demanda. Estamos buscando uma parceria, que deve ser finalizada até o meio do ano, com a Fundação Penido Burnier, que vai fazer um atendimento mais ágil para diminuir a fila. Também estamos planejando mutirões.

Por que foi rompida a parceria com o Hospital Galileo para zerar filas de exames e cirurgias eletivas?

JORGE LUIZ DE LUCCA (diretor técnico administrativo): O Hospital Galileo não é hospital de referência na nossa cidade. O nosso de referência é a Santa Casa. O Galileo teve contrato recente, mas ele não pode ser mantido até porque não existe recursos disponíveis, e o hospital não está inscrito no SUS (Sistema Único de Saúde).

Qual o prazo médio de espera para consulta em cada especialidade na rede pública?

MARCOS JULIATTO (diretor do Depto. de Suporte ao Usuário): A agenda das especialidades foi aberta nesta semana. Tem pacientes agendados para abril, maio e junho. Tem gente que vai esperar até abril, tem pessoas que conseguiram para maio, então varia um pouco. Para oftalmologia, a espera pode ser maior.

Existe previsão do retorno das microcirurgias?

JORGE LUIZ DE LUCCA (diretor técnico administrativo): Elas já estão sendo realizadas pela Santa Casa. O atendimento que era feito no CEV (Centro de Especialidades de Valinhos) foi desativado por questões técnicas. Já existe uma grande quantidade realizada, e a tendência com o novo contrato com a Santa Casa é aumentar ainda mais os procedimentos.

Quantas equipes do Programa Saúde da Família a cidade tem?

JORGE LUIZ DE LUCCA (diretor técnico administrativo): Nós não temos o Programa Saúde da Família por causa de particularidades do município, que impede a colocação desse programa em funcionamento. Estamos praticamente com todas as regiões mais populosas atendidas por Unidades Básicas de Saúde, que é onde o paciente vai buscar o primeiro atendimento.

A reforma vai otimizar o atendimento na UPA?

JORGE LUIZ DE LUCCA (diretor técnico administrativo): A UPA está sendo reformulada e reformada. A reforma física está acontecendo exatamente para melhorar as condições de atendimento. Nossa UPA foi construída para atender 300 pessoas por dia e já teve pico de até 600 atendimentos/dia. A contratação de 36 novos médicos vai atender a demanda. Mesmo em períodos mais cheios, nunca ninguém saiu da UPA sem ser atendido.

Sobre a UPA, por que até hoje o Departamento Jurídico não foi acionado pela Secretaria da Saúde para cobrar serviços prestados pelo município a pacientes de outras cidades?

HELENA HONDA TANAKA (diretora do Depto. de Assistência Social): A UPA é porta aberta. Não se pode negar atendimento a paciente mesmo que ele seja de outro município.

O quadro de profissionais da Saúde está completo?

NILTON TORDIN (secretário da Saúde): A Secretaria da Saúde ainda tem várias lacunas de profissionais que serão completadas neste ano através de concurso, licitação e credenciamento, que já foi feito. Em maio entra um grupo de médicos e também será realizado o concurso.

Faltam enfermeiros nos postos de saúde?

HELENA HONDA TANAKA (diretora do Depto. de Assistência Social): Não tem nenhuma UBS hoje sem enfermeiro. O que acontece eventualmente é afastamento por conta de reuniões ou consulta médica. Na falta, a gente procura fazer um remanejamento de servidores.

 Faltam farmacêuticos?

JORGE LUIZ DE LUCCA (diretor técnico administrativo): Realmente existe na rede a necessidade de contratação de novos profissionais. No quadro da Saúde, temos 12 farmacêuticos. Tem uma defasagem que será sanada através do concurso. Sempre procuramos fazer rodízio para que nenhum bairro fique desassistido.

Existe prioridade na marcação de consultas e exames nas UBSs?

HELENA HONDA TANAKA (diretora do Depto. de Assistência Social): Tem UBS que tem uma demanda mais branda e tem UBS com demanda mais reprimida. Nessas últimas, as consultas são agendadas e tem uma data para isso.

Que atitudes são tomadas para casos emergentes nas UBSs?

HELENA HONDA TANAKA (diretora do Depto. de Assistência Social): A UBS tem o enfermeiro que pode dar o primeiro atendimento dentro daquilo que lhe compete. Se tiver médico, a conduta muda. Dependendo do quadro apresentado pelo paciente, é acionado o 192.

Onde estão os computadores entregues às Unidades Básicas de Saúde?

JORGE LUIZ DE LUCCA (diretor técnico administrativo): Os computadores estão em todas as UBS aguardando a instalação. A empresa que cuida do sistema está cuidando da implantação do prontuário eletrônico, que é uma implantação gradativa porque requer treinamento de servidores.  Em quatro UBSs o sistema já está instalado: Maracanã, Jurema, Parque Portugal e São Marcos.

Que ações estão sendo adotadas para obter o Auto de Vistoria de Corpo de Bombeiros nas unidades de saúde?

JORGE LUIZ DE LUCCA (diretor técnico administrativo): Nunca teve AVCB nem laudo do Corpo de Bombeiros em nenhum próprio municipal. É um problema grave que vem ocorrendo há algum tempo. Na nova estrutura da Prefeitura, foi criado um departamento para cuidar dos próprios municipais. O engenheiro da área está acompanhando a situação para pleitear esses documentos. Alguns equipamentos já foram adquiridos para cumprir a obrigatoriedade.

O que está impedindo a mudança do Centro de Controle de Zoonoses do prédio que vai abrigar a Coordenadoria do Bem-Estar Animal?

CARINA MISAGLIA (chefe de Gabinete do Secretário): Não se muda uma equipe que está lá há muitos anos em poucos meses. O Bem-Estar Animal depende muito da Zoonoses e a Zoonoses ajuda muito o Bem-Estar Animal. É preciso ter calma porque a equipe está de mudança e aguarda algumas adaptações técnicas.